terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Atenção! Novo golpe!

Como se espalha uma “verdade”


Atenção! Novo golpe!

Muito cuidado ao parar nos semáforos que têm aqueles malabaristas com fogo.

Enquanto o motorista está assistindo ao show, um outro malabarista vem por trás do carro e arremessa um coquetel molotov no capô. Com o carro em chamas, o motorista sai correndo desesperado, e nesse momento vem um terceiro malabarista joga um chimpanzé adestrado dentro do seu carro, vestido com uma roupa antichamas desenvolvida pelos EUA (NASA) para a Guerra do Golfo e alimentado com damascos gigantes da Nova Guiné. Esse macaquinho rouba o som e o que mais tiver dentro do automóvel.

Depois disso, dois falcões peruanos de caça ficam dando rasante sobre a cabeça do motorista, distraindo sua atenção. Nisso, aparecem ursos panda num patine te motorizado verde musgo, da marca Yamaha, e todos fogem cantando “Poeira” da Ivete Sangalo rumo a outro semáforo.

Aconteceu com o primo do cunhado da irmã da tia de um cara que a namorada do primo de um amigo meu conheceu um dia na fila do cachorro-quente na saída do cinema.

Muito cuidado!



Jornalismo bagual

Relato da briga


O texto:

Tunda Grossa

Brigada de M. Viana prende sujeito que ficou fulo ao apanhar

Uma briga acontecida em Manoel Viana acabou na DPPA de Alegrete. Uma mulher disse que havia em sua casa três caras, que estavam bebendo e lhe fazendo companhia, mas que dois deles, que são irmãos, entraram em desavença contra o terceiro. Os dois irmãos se uniram e cagaram a pau o outro. Quando a BM foi acionada, os dois manos deitaram o cabelo, e o que estava solito ficou no local. Quando a guarnição se aproximou, ele saiu pra fora enchendo os PMs a osso e dando uma de galo cinza. Devido ao seu nervosismo e seu por estar gordiol, foi trazido para Alegrete pra acalmar os ânimos e baixar a bola.

*****

Acho que o final deveria assim: Já que estava muito nervoso dentro da viatura, eles o retiraram da viatura e deram 32 laçassos de rabo de tatu no lombo. Como o lombo começou a sangrar, atiraram sal grosso pra curar e se largaram em direção ao Ibirapuitã.

Glossário:

Tunda: o mesmo que surra.

Cagar a pau: dar uma tunda de laço em alguém.

Deitar o cabelo: fugir com muita rapidez.

Solito: sozinho.

A osso: ofendendo com palavrões.

Dando de galo cinza: dando uma de machão.

Gordiol: bêbado.

Baixar a bola: se acalmar.


Mulheres se cagam a pau no centro

Brigada Militar foi chamada para apartar briga na frente de boate no centro da cidade. Lá chegando foi apurado que uma mulher cumprimentou um cara e a namorada deste não gostou e se botou. As mulheres se cagaram a pau*, sendo que o namorado da agressora também acabou lesionado, mas o namorado da simpática nada sofreu. Uma ficou com o dedo virado pra trás, a outra está rindo com a boca mais inchada e o namorado com...

*Se cagaram a pau: briga onde dois homens (ou duas mulheres) se agridem e apanham simultaneamente.

Os dois meninos

Conto de Coelho Neto


Ia um menino por uma estrada, cantando como os passarinhos que voavam de ramo em ramo, quando ouviu uma voz que chamava:

− Menino loiro, que ides passando ao sol com tamanha pres­sa, por que não descansais? Vinde aqui um instante: tenho mel e bolos de farinha, e leite e dar-vos-ei tanto ouro quanto possa conter a bolsa que sobraçais.

− Eu vos agradeço, disse o me­nino loiro, mas, como as horas voam e já soou a sineta, não me posso de­ter um só instante.

− E aonde vos levam passos tão ligeiros?

−À escola.

− Bem feliz sou eu que vivo sobre moedas de ouro neste palácio de colunas de prata, cercado de gozos. Que me importa saber como nasce a planta, por que brilha a estrela, e o que houve dantes que me importa? Sei que tenho tesouros, escravos, lei­tos fofos de penas onde me estiro preguiçosamente... que me importa o mais? Vais trabalhar tanto!… tenho pena de ti.

Anos depois, já moço, tornava o menino loiro à casa de seus pais, quando, ao passar no antigo sítio onde outrora avultava o palácio, lembrou-se do menino que o chamara e pôs-se a procurar os muros fortes, mas só via urtigas e ruínas, erva brava e escom­bros e uma voz saiu dentre as ruínas:


− Esmola a um pobrezinho pelo amor de Deus! O moço loi­ro deu então com um homem alquebrado e envelhecido que estendia a mão trêmula. Caridosamente deu uma moeda ao pobre e lem­brou-se de perguntar pelo palácio que ali houvera em tempos.

− Ah! meu senhor, suspirou o infeliz. Quem o visse tão forte nas suas bases de granito e de mármore, não o julgaria tão fraco. Levaram-no as águas tumultuosas do rio num inverno, e todo o tesouro, que era grande, foi-se águas abaixo.

− E o menino que nele vivia, que é feito dele?

− Aqui o tendes, senhor, nesta miséria que vedes, sou eu mesmo. Vivo de esmolas, porque nada tenho e nada sei. Tudo quanto eu valia as águas levaram.

O moço loiro, ouvindo esses lamentos do infeliz, agradeceu no coração os cuidados paternos e bendisse as noites que passara debruçado à mesa dos estudos; caminhando dizia:

− Ah! a fortuna que eu trago acumulada na cabeça, não a roubarão ladrões, não a levarão torrentes, porque as suas bases são mais fortes de que o granito e o mármore. Pobre menino do palácio de ouro!

*****

(Do livro “Seleta em Prosa e Verso”, de Alfredo Clemente Pinto)

Alfredo Clemente Pinto (Porto Alegre, 18541938) foi um educador, escritor e político brasileiro. Filho do português Clemente José Pinto, teve 11 irmãos e foi o escolhido da família para dedicar-se à Igreja, mas como não era sua vocação, após dois anos, doente dos pulmões, conseguiu a autorização paterna para abandonar a Igreja. Tornou-se educador, dedicando mais de 40 anos de sua vida ao magistério. Foi eleito deputado estadual, à 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, de 1891 a 1895.

É autor de uma famosa obra didática, utilizada por longos anos nas escolas gaúchas, intitulada Seleta em Prosa e Verso. Também traduziu para o português a obra de Ambrósio Schupp, Os Muckers − Episódio Histórico Ocorrido Nas Colônias Alemãs do Rio Grande do Sul, sobre a revolta dos Muckers.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Exercícios mentais



Quem é o canhoto?

Já sabe quem é o canhoto?

Observe com atenção para descobrir!

Vamos analisar um a um:

→ O primeiro homem está martelando com a mão direita. Logo sabemos que ele não é o canhoto.

→ O segundo está usando um serrote com a mão direita. Assim, podemos afirmar que ele também não é o canhoto.

→ O terceiro homem está escrevendo com a mão direita. Ou seja, não é o canhoto.

→ O fotógrafo está apertando o botão com o dedo da mão direita, Porém, todas as máquinas fotográficas têm o botão apenas do lado direito.

→ O garçom leva a bandeja com a mão direita. A partir disso, podemos afirmar que o garçom é o canhoto. Isso porque, um garçom sempre leva a bandeja com a mão que tem menos habilidade, para assim, servir a mesa, limpar e retirar os pratos com a mão que tem mais força e coordenação motora.

Resposta:

O canhoto é o garçom.

Quem roubou um melão?

Analise a cena:


Você já sabe?

Qual o seu palpite?

Vamos analisar cada personagem, do último para o primeiro.

Letra D:

→ Veja que o garoto está apenas segurando a bola. Não temos como afirmar que ele esconde um melão.

Letra C:

→ O garoto está segurando um urso de brinquedo. Apesar do urso ser gordinho não temos como afirmar que ele está com um melão escondido.

Letra B:

→ A mulher está grávida. Podemos deduzir que se ela estivesse com um melão na barriga, ela estaria com as mãos na parte de baixo da barriga, para segurá-lo, e não nas costas e na parte superior da barriga.

Letra A:

→ A mulher está com um seio maior que o outro. Além disso, ela está segurando o seio maior, como que para não cair.

Tendo estas evidências, podemos afirmar que quem roubou o melão é a letra A.

Resposta: Letra A.

Quem tem a preferência de sentar?

Observe a situação:


Quem deve sentar e por quê?

Já tem a resposta?

Esta situação não é simples.

Ainda mais se você considerar que temos 1 homem sentado e 4 preferenciais.

A letra A: → é uma moça com bebê de colo.

Letra B: → uma idosa.

Letra C: → um homem com a perna quebrada e

Letra D: → um zumbi? Como assim?

Se o zumbi quiser apenas sentar e ficar lá quietinho, melhor ceder o banco a ele...

Mas brincadeiras à parte.

Se nos depararmos com uma situação dessas na realidade (sem o zumbi, é claro), não cabem a apenas uma pessoa se levantar e sim, quantas forem necessárias para que todos os preferenciais possam se sentar e prosseguir viagem confortavelmente.

Quem está mais seguro?

Teste de visão e lógica!


Qual sua resposta?

Vamos para explicação:

Deixando claro que essa é uma explicação do matemática genial e pode haver outras.

→ O 4 não está seguro, pois vai cair no bueiro.

→ O 3 não está seguro, pois vai machucar o pé.

→ O 2 não está seguro, pois vai bater na árvore.

→ O 1 não está seguro, pois vai ser atropelado.

De certa forma podemos dizer que o mais seguro é o que está no carro.

Porém vamos analisar do 1 ao 4.

Se considerar que o carro está estacionado, o 1 é o mais seguro.

Caso contrário, possivelmente o que ia sofrer menos é o 2 que iria bater na árvore.

Qual lado vai vencer?

Um desafio de raciocínio:


Qual lado vai vencer o cabo de guerra?

Consegue descobrir?

Faça as comparações.

Vamos analisar:

Na primeira corda:

→ O cabo de guerra ficou empatado, assim podemos concluir que 4 meninos têm a força igual a de 5 meninas.

Na segunda corda:

→ A competição também ficou empatada, assim podemos concluir que 2 meninas e 1 menino têm a força igual a de 1 cão.

Sabendo isso, vamos à próxima:

Na terceira corda:

→ Não sabemos qual lado irá vencer. Mas temos os recursos para descobrir.

1 cão e 3 meninas de um lado e do outro 4 meninos.

Qual lado irá vencer?

Como descobrimos que o cão tem mesma força de 2 meninas e 1 menino, podemos substituir este valor no lado esquerdo, onde ele se encontra.

Então no lugar do cão imaginamos que estão 2 meninas e 1 menino e ainda teremos mais 3 meninas. Ou seja, 5 meninas e 1 menino de um lado.

E do outro, 4 meninos.

Sendo assim, o lado que irá vencer é o lado esquerdo.

Resposta:

Lado esquerdo

(Do blog Matemática genial)

sábado, 4 de janeiro de 2020

Construção



Alheia aos movimentos e vozes ao redor, a menina se concentra em construir o seu castelo de areia. Forte como um dia de sol.

Arquitetando com métrica da descoberta, do entusiasmo. Cuidadosa, ela não esquece a porta da edificação, parte essencial para entrar ali todos os personagens de um mundo feliz.

Diante da imensidão do mar, lugar perfeito para o refúgio dos sonhos que chegam junto às ondas. Eles atravessam oceanos em busca de alguém que saiba defendê-los, cativá-los.

A menina sabe que amanhã, quando ela for à praia novamente, o castelo não estará mais naquele ponto. Não se entristece com a já constatada realidade de outras vezes. Sabe que a maré virá buscar a tão firme e mágica construção.

Os sonhos voltarão para o infinito.

Mas ela não os perderá de vista. Não desistirá. Mesmo com a distância, eles irão acenar. E a vida dali para a frente, será a sina de mergulhar, vencer as reviravoltas: reencontrá-los.

(Alina Souza, Correio do Povo, janeiro de 2020)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A história da Casa de Correção, antigo presídio da Capital.

Sérgio da Costa Franco*


Para os que têm menos de 60 anos, esclareço preliminarmente que se chamou “Casa de Correção” o presídio que existiu em Porto Alegre, na extremidade da península central, inaugurado em 1855 e dinamitado impiedosamente em 1962, como se usa fazer nestas paragens com os edifícios públicos, quando se tornam velhos. Ele teve sua pedra fundamental lançada em 1852 como fruto de reiteradas reivindicações, pois a minúscula “cadeia velha” já não existia desde o tempo da Revolução Farroupilha. Estimo que sua pedra fundamental agora tenha sido localizada e aberta pelos arqueólogos, pois deve conter jornais, moedas e interessantes documentos da época. (Há algum tempo, quando do desmonte de outro edifício que fora inaugurado pelo Imperador Pedro II em 1846, quem se adonou da pedra fundamental, com suas moedas e medalha comemorativa, foram os operários do Município, e houve quem quisesse aplicar ao caso as regras jurídicas do achado de tesouro...).

A Casa de Correção foi inaugurada pelo presidente alagoano Cansanção de Sinimbu, que a homenageou com algum orgulho, porque seria um edifício “espaçoso, arejado e seguro”, embora ainda carecesse de algumas obras complementares. Acolheu inicialmente 195 detentos. As administrações sucessivas, seja no Império, seja na República, trataram com algum respeito esse patrimônio do Estado, ampliando-o repetidamente. A julgar pelo depoimento de um viajante alemão (Moritz Schanz) que esteve em Porto Alegre, possivelmente em 1889, o presídio seria ameno e leniente, tanto que o chamou de “presídio alegre”, pois dele emanavam cantorias e brincadeiras dos detentos, que recebiam “um tratamento extremamente indulgente”.

Encontro num relatório relativo ao ano de 1918, da Secretaria de Obras Públicas, a informação sobre as reformas e ampliação que se estava praticando no edifício, num projeto que aumentaria em dois terços a sua capacidade. Usava-se a mão de obra dos próprios apenados, mediante remuneração, módica evidentemente. Durante os governos de Borges de Medeiros e Carlos Barbosa, houve preocupação de manter em atividade diversas oficinas, onde os apenados trabalhavam e aprendiam ofícios. O mobiliário elaborado na marcenaria da Casa de Correção chegou a ser bem reputado, havendo mesmo no Palácio Piratini móveis de estilo, produzidos pelos presidiários. É claro que o próprio sistema prisional do século 19, com seu desprezo pelos direitos humanos, encerrava algumas iniquidades, como as famosas celas de castigo, desumanas e insalubres, que os apenados tinham apelidado de “Democrata” e “Republicano”, respectivamente. Segundo me consta, o “Republicano” ficava abaixo do nível do Guaíba, sendo, por isso, dominado pela umidade. O “presídio alegre” do alemão Moritz Schanz já não existia...

Parece claro que só foi possível manter alguma atividade industrial e aprendizado técnico enquanto era modesta a população carcerária. Uma estatística de 1937 ainda nos apresenta uma Casa de Correção com 537 detentos, sendo 463 homens, nove mulheres e 65 menores. Nesse mesmo ano, informava o governador interino, as mulheres reclusas tinham sido transferidas do estabelecimento para uma dependência do Abrigo de Menores.

O aumento populacional do Estado e o crescimento da criminalidade foram, ao longo do tempo, tornando superlotada a prisão, com óbvias consequências na condição de vida dos presidiários. Na década de 1950, a precariedade das instalações e a superlotação já despertavam indignação pública, embora ainda estivessem muito longe do descalabro da penitenciária do século 21. Alguns órgãos de imprensa e jornalistas, com a melhor das intenções, encetaram então uma campanha pela demolição do centenário edifício, como se fosse ele o culpado de sua degradação, e não os governantes negligentes e desidiosos. Culminando essa campanha, em 25 de abril de 1962, com a presença do governador Leonel Brizola, que tinha, aliás, mandado construir uma nova Penitenciária, o centenário edifício, ainda sólido e utilizável para outras finalidades, foi dinamitado. Não sensibilizou o Rio Grande do Sul o esplêndido exemplo de Pernambuco, que aproveitou o velho prédio de sua Cadeia em Recife, para abrigar oficinas de artesanato e atividades culturais patrocinadas pelo governo estadual. Temos aqui, especialmente na Capital, um ódio manifesto por tudo quanto é antigo, e não respeitamos aquilo que os antepassados construíram com denodo e espírito público.


Fendas abertas em área que está sendo revitalizada junto às obras da orla mostram a base do portão de entrada da Casa de Correção

*Sergio da Costa Franco, Historiador, autor de “Porto Alegre: Guia Histórico”.

(Do jornal Zero Hora, julho de 2016)


Casa de Correção, parte interna.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Sua beleza é sua verdade



Bruna Lombardi*

Você já reparou como as pessoas transmitem o que são? Se você reparar, olhar nos olhos, perceber o jeito, as expressões, existe toda uma linguagem corporal que nos revela. A verdade é que a gente acaba tendo a cara do que é.

Um amigo querido, o extraordinário escritor Rubem Fonseca, me disse muitos anos atrás que, com o tempo, as pessoas escolhem a cara que têm. Na hora me pareceu uma frase de efeito e acho que demorei um pouco a compreender a extensão do pensamento e seu significado.

O tempo revela. A gente vai se tornando o que é. Somos aquilo que transmitimos. A nossa energia.

A beleza de cada é a tradução de uma verdade interior. De uma complexidade de escolhas, valores e sentimentos. Temos as marcas do que fizemos do que tememos, do que desejamos, do que sentimos.

Não tem a menor importância com que traços e corpo viemos ao mundo, porque o que realmente nos define é o espírito que emana desse corpo.

O seu espírito espelha o que você sente e reflete na sua aparência, porque as coisas estão interligadas. A sua verdade é a soma de tudo o que você é. Da liberdade de ser o que você quiser. Ninguém precisa obedecer nenhum padrão. Cada beleza é única, individual e genuína.

Se o nosso exterior reflete o nosso interior, é fundamental cuidar bem dos dois. Não adianta só pensar na aparência sem cultivar a essência.

Descobrir quem somos é tão importante quanto descobrir o que fica bem em nós, o que nos enfeita. Porque nada enfeita tanto quanto a nossa alegria, nosso sorriso, nosso jeito de ser.

Pense em quantas pessoas queridas você conhece que mesmo longe da perfeição física são bonitas, atraentes, passam a melhor energia e todo mundo gosta delas.

Faz parte do amor acender a luz da beleza em cada um. Pessoa, bicho, objeto, aquilo que a gente ama tem a nossa imediata aceitação e empatia. O imperfeito parece imediatamente lindo e harmônico com sua beleza particular. Muita gente acredita que o físico sozinho vai dar conta do recado e não percebe que jogar todo o empenho apenas na aparência vai criar um círculo vicioso de frustrações.

Ninguém nunca alcança o desejado e nenhuma perfeição existe. O segredo é que justamente o imperfeito passa a ter sua beleza particular e se torna a coisa mais linda sob o prisma do amor. E com esse amor é a nossa constante troca de energia.

Reconhecemos imediatamente uma energia que vibra na nossa mesma frequência. Com o mesmo instinto dos animais captamos quem sente o que sentimos, pensa de forma complementar e vai ser capaz de nos compreender melhor.

O que somos e transmitimos vai irradiar essa luz interior. Vai influenciar nosso comportamento e vai se transformar na nossa personalidade. A nossa beleza é a nossa verdade.

Essa beleza vem quando trabalhamos todas as áreas da nossa vida, buscando a harmonia em todos os campos. Conectamos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações. Tudo o que a gente faz reflete o que a gente é. Você não precisa ser melhor do que ninguém, você só precisa ser você.

(Da coluna Vida de Zero Hora, dezembro de 2019)

*Bruna Lombardi: atriz, apresentadora, produtora, palestrante e ativista ambiental.