Vamos encontrar entre os homens que vivem pelo mundo quatro tipos bem definidos. Apontemos, em primeiro lugar, o tipo vulgar. Este diz a cada instante:
‒ O que é meu é meu; o que é teu é teu.
Há ainda o excêntrico ‒ que se compraz com as confusões ‒ Dele ouvimos esta afirmação sem cabimento:
‒ O que é meu é teu; o que é teu é meu.
Ao lado do excêntrico pode viver o santo. E santo é aquele que não se prende aos bens materiais. O seu lema é de renúncia:
‒ O que é meu é teu; o que é teu é teu.
Não esqueçamos, porém, do quarto tipo; é o perverso. Proclama o perverso com o coração a transbordar de egoísmo e avidez:
‒ O que é meu é meu; o que é teu é meu!
(Misha)
Do livro “Lendas do Povo de Deus”, de Malba Tahan

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