sábado, 7 de setembro de 2024

Significado do apelido

“Pó de Arroz”

No início do século XX, o futebol no Brasil era associado às elites, com poucos negros nos times. O Fluminense, com uma torcida que se orgulhava de sua posição social, buscava se mostrar mais elegante que os rivais. 

Em 1914, o jogador Carlos Alberto, foto acima, chegou ao clube vindo do América-RJ. Para tentar disfarçar sua pele negra, ele passava pó de arroz no rosto, o que o deixava com aparência acinzentada. As torcidas rivais adotaram o apelido para provocar o Fluminense. 

A torcida tricolor, porém, abraçou o “Pó de Arroz” como símbolo, jogando o pó nas arquibancadas. Embora o clube negue que o jogador usasse o pó para esconder sua cor, relatos como os do livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, de Mário Filho, narram essa versão da história.

Do blog Futebol Antigo 

A história do pó de arroz surgiu no dia 13 de maio de 1914, vinte e seis anos após a assinatura da Lei Áurea, quando o atleta do Fluminense Carlos Alberto, que estava longe de ser o primeiro negro a vestir as cores que traduzem tradição, jogava pela primeira vez contra seu ex-clube, o América. 

Ainda no tempo em que atuava no América, Carlos Alberto costumava passar talco no rosto após fazer a barba como forma de aliviar irritações na pele, hábito comum entre os homens da época. Transferido para o Fluminense naquele ano, o jogador manteve a prática até que, na naquela partida, a torcida americana, ressentida com sua saída, proferiu gritos pejorativos de “pó de arroz” contra ele. 

Esse fato foi distorcido no decorrer dos anos, gerando mentira que atribui um racismo institucional praticado pelo clube no início do século XX como origem do apelido pó de arroz. Nos dias de hoje, chamamos essas mentiras de fake news. 

A verdade é que os torcedores transformaram o ataque numa bandeira, abraçando o pó de arroz como sua maior representação nas arquibancadas.

Fluminense F C

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