quinta-feira, 1 de maio de 2014

Um poema dos anos 70



O homem só e o rio

O rio... um navio que desliza... mansamente...
Na água turva e lisa como um espelho,
na manhã sem ventos, mas fria de inverno.
O homem só contempla, silencioso, sua vida.

Um barquinho a motor corta as águas.
Talvez, um pescador apressado na busca do seu rumo.
(O homem murmura... quem ama este rio?
Quem me ama?)

O sol reflete pequenos pontos luminosos n'água.
Nuvens baixas, como flocos de algodão,
pairam no céu cinzento.
O homem só caminha pelas margens do cais.

Velhos marinheiros sonham com viagens
que nunca farão.
O rio segue seu rumo, já não é o mesmo,
como homem,
que olha, triste, um água-pé que desce a correnteza...


Poema de Nilo da Silva Moraes


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