Às vezes, a vida nos coloca frente a frente com pessoas que parecem inofensivas, como uma borboleta, e outras marcadas por seus próprios instintos, como um escorpião.
Duas almas completamente diferentes, mas, de alguma forma, elas se encontram.
A borboleta chega com sua delicadeza, sua luz, sua inocência ao ver a vida.
O escorpião, com sua dureza, suas feridas, suas defesas, seu ferrão que aprendeu a erguer para sobreviver.
E embora ambos desejem a paz, embora ambos queiram se proteger, algumas naturezas não sabem amar sem ferir.
A borboleta se aproxima sem medo porque enxerga além do veneno. O escorpião, pela primeira vez, sente algo diferente: admiração, ternura, um desejo de proteger.
Mas a verdade é dura: o instinto às vezes trai até mesmo aqueles que não querem ferir.
E numa noite comum, sem intenção, sem malícia, a cauda do escorpião se move e perfura as asas que jurou proteger.
No dia seguinte, a borboleta acorda dolorida. E com o coração sincero, ela o lembra: “Você prometeu não me machucar...”
O escorpião baixa o olhar, envergonhado: “Sim… eu prometi… mas há algo em mim que nem sempre controlo.”
E ali, a borboleta compreende a lição mais dolorosa: Nem toda ferida vem do ódio.Às vezes, vem de alguém que não sabe amar sem ferir.
Por isso, com dignidade, a borboleta voa para longe. Não por falta de amor, mas por amor-próprio. Porque ela entendeu que ficar lhe custa asas, e sem asas ela não pode voar e sem voar ela não pode ser quem ela é.
Moral da história:
“Você pode amar alguém com todo o seu coração, mas se amar essa pessoa significa deixar de ser você mesmo, então não é amor... é sacrifício. E as borboletas não nasceram para sacrificar suas asas, mas apenas para voar alto.”
Texto da internet

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