“Codinome
Beija-Flor” nasceu em 1985, durante a internação de Cazuza, inspirado
pelos beija-flores na janela do hospital, simbolizando um amor secreto, intenso
e fugaz, possivelmente direcionado a Ney Matogrosso, a quem Cazuza protegia com
um “codinome” para manter a relação
discreta, refletindo a dor da separação e a idealização do amor.
Daí vem a metáfora para quando um relacionamento não termina bem: o amor ainda existe e surge aquele sofrimento de ver o outro seguindo em frente (de flor em flor). Pronto:
Codinome beija-flor
Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias
Pra que mentir, fingir que
perdoou?
Tentar ficar amigos sem rancor.
A emoção acabou,
Que coincidência é o amor,
A nossa música nunca mais tocou.
Pra que usar de tanta
educação,
Pra destilar terceiras intenções?
Desperdiçando o meu mel,
Devagarinho, flor em flor,
Entre os meus inimigos beija-flor.
Eu protegi o teu nome por
amor,
Em um codinome beija-flor.
Não responda nunca, meu amor,
Pra qualquer um na rua, beija-flor.
Que só eu que podia,
Dentro da tua orelha fria,
Dizer segredos de liquidificador.
Você sonhava acordado
Um jeito de não sentir dor.
Prendia o choro e aguava o bom do amor,
Prendia o choro e aguava o bom do amor.
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Cazuza ganha escultura de beija-flor no hospital onde compôs clássico. Peça instalada no São Lucas Copacabana transforma em homenagem permanente a cena que inspirou "Codinome Beija-Flor", composta por Cazuza durante sua internação em 1985, quando os pássaros surgiam diariamente em sua janela.
Os
compositores de Codinome Beija-Flor são Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo
Arias, sendo uma das canções mais icônicas do álbum Exagerado, de 1985, e
que reflete o período delicado da vida de Cazuza.
Existem
duas homenagens principais em estátua para Cazuza no Rio de Janeiro: a famosa Estátua
no Leblon, criada por Christina Motta, que o retrata sentado com pássaros e
versos de suas músicas na Praça Cazuza, inaugurada em 2016; e uma escultura
mais recente, no Hospital São Lucas, em Copacabana, que simboliza a canção “Codinome
Beija-Flor”, inaugurada em dezembro de 2025, com uma obra em bronze de Mário
Pitanguy.


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