São incontáveis as lendas sobre o basco registrado com um mosaico de nomes: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidade Ruiz y Picasso.
Morava em Paris em 1937 quando soube da vila Guernica, a 400 quilômetros de Madri, devastada em bombardeio aéreo comandado pelo marechal Wolfram von Richthofen.
Trancou-se num galpão por um mês e saiu com um painel monumental (3,5 metros de altura por 7,7 de comprimento) retratando a tragédia para a Exposição Internacional.
Certo dia, conta-se, estava próximo ao quadro quando um soldado alemão quis saber:
‒ Foi o senhor que fez isso?
‒ Não. Foram vocês ‒ devolveu Picasso.
Nada se compara ao horror de uma guerra ou à beleza da pintura de Picasso, mas esse diálogo se tornou lendário por resumir a ideia da culpa coletiva nunca admitida.
(...)
Parte da crônica “Laços perigosos”, de José Casado,
na revista Veja, 21.11.2025
P.S.: Guernica é uma obra do pintor espanhol e cubista Pablo Picasso. Ela retrata o bombardeio à cidade de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
Trata-se de uma das obras mais emblemáticas do artista e foi produzida em 1937. Atualmente, a tela está em exposição no “Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia”, em Madrid, na Espanha.
Observação: a crônica do jornalista José Casado é mais abrangente, mas achamos interessante o início por contar, de forma resumida, a história de um pintor e sua obra mais famosa.

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